27 de dez de 2012

TRÊS IMPORTANTES ÁRVORES



TRÊS IMPORTANTES ÁRVORES

E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás". ( Gn 2:16,17 )

" Levando ele(Jesus) mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados " ( 1 Pe 2:24 )

" Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus " ( Ap 2:7 )

    Certa poesia famosa de Joyce Kilmer sobre árvores termina dizendo: " poesia pode ser produtos de tolos, mas somente Deus pode fazer uma árvore ". Sem dúvida, as árvores representam uma das mais importantes reservas da criação material. Há alguns meses passados, foi meu privilégio ver a maior árvore do mundo, a famosa sequoia  "General Grant", na Califórnia. Por incrível que pareça, ela mede cerca de 13 metros de diâmetros e 85 metros de altura. Calcula-se que ela seja, entre as coisas vivas no mundo, a mais velha, pois quando Moisés levou Israel através do Mar Vermelho ele já existia, isto é, 3.400 anos antes.


    Uma bom número de árvores notáveis é mencionado na Bíblia. As águas amargas de Mara, encontradas por Israel na caminhada no deserto, foram adoçadas por uma outra árvore. Zaqueu, sentou-se no galho de um sicômoro para ver a Jesus quando Ele passava. Sob os galhos da oliveira, Jesus orou no jardim do Getsêmane . O Noivo amado é descrito como: "Qual macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; o seu fruto é doce ao meu paladar". Quantas vezes a Bíblia se refere ao cedro do Líbano, árvore usada na construção do templo de Salomão. As árvores receberam menção especial nas Escrituras, valendo mais do que o mero fruto, a sombra e a madeira.
    A peregrinação do homem, da terra ao céu, está vinculada, eternamente, ás três árvores encontradas na Bíblia: uma no princípio, uma na plenitude dos tempos, e a terceira no fim. Dessas, duas distinguem-se pelo fruto e a outra pela sua madeira.

      I- A ÁRVORE DA CIÊNCIA DO BEM E DO MAL
    Mencionada em Gênesis 2:6,7 a árvore plantada no Jardim do Éden, cujo fruto foi proibido ao homem Adão e à sua mulher, Eva. As opiniões variam quanto à espécie, sendo sugeridas a videira, a macieira, e a figueira. Certamente, a mitologia indicaria a laranjeira. Mas tais especulações acabam sendo mais curiosidades do que edificação. É natural que perguntemos: Como podia qualquer árvore ter conexão com a ciência, especialmente, o discernimento entre o bem e o mal? O problema resolve-se no que essa árvore apresentou aos nossos primeiros pais: uma escolha.
    Adão e Eva foram informados a respeito da vontade divina relativa a essa árvore. Estava no homem o poder para obedecer ou profanar essa vontade. De qualquer maneira, o homem ganharia o conhecimento do bem e do mal. Se ele se abstivesse do fruto proibido, conheceria o mal como Deus o conhece. Não pela experiência, mas, sim, como abominação deplorável. Sua obediência lhe teria dado o conhecimento do bem pela experiência do bem. Porém, assim, não aconteceu. Infelizmente, o homem conheceu o mal pela própria experiência do mesmo. Dessa forma, a "árvore da prova" tornou-se a "árvore da morte".
    Paulo explicou o acontecimento do seguinte modo: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5:12). Ele ainda acrescentou: "... o salário do pecado é a morte,(...)" (Rm 6:23).
    Mas não foi somente a entrada do pecado no mundo que está relacionada com uma árvore. A expiação pelo pecado, também, inclui uma "árvore". Como a primeira era à árvore da morte, a segunda se tornou:

      II- "A ÁRVORE DO JUÍZO"
    A árvore do juízo foi aquela em que Jesus, Redentor da raça humana, pagou a pena da morte. A essa "árvore"  o apóstolo Pedro se referiu pelo menos duas vezes. No sermão aos judeus, ele disse: " O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro"(At 5:30). Na sua epístola ele escreveu: "levando ele mesmo(Jesus) em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro,(...)" (1Pe 2:24). A madeira desta árvore foi lavrada e dela fez-se a cruz na qual o Salvador foi pendurado ao morrer. O preço da nossa redenção foi esse.
    É interessante notar: tanto a árvore que trouxe a morte ao mundo, como também a "arvore" na qual os pecados foram aniquilados, encontram-se em um jardim. A primeira estava no jardim do Éden e a segunda, nas proximidades de Jerusalém: "E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado ..." (Lo 19:41).
    Essa primeira árvore era uma árvore agradável aos olhos e desejável para dar entendimento (Gn 3:6). Mas beleza nenhuma havia na segunda e nem naquele que nela estava suspenso. Isaías disse ao seu respeito: "...não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos" (Is 53:2). Eis o resultado, o estrago, a ruína, operados pelo pecado. O mais belo dos homens ficou totalmente desfigurado sob o peso das nossas iniquidades: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si,..."(Is 53:4). Mas, graças a Deus, o fruto dessa "arvore", dessa rude cruz do Calvário, é justamente a expiação dos nossos pecados, a paz com Deus, e a vida eterna para "quem quiser".
    No jardim do Éden, Satanás mobilizou todas as suas artimanhas para induzir o homem a comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Por quê? Justamente porque Deus havia proibido ao homem experimentar o fruto da mesma. Porém, agora, vemos Deus convidando ao homem a experimentar o fruto da árvore do Calvário e novamente o Diabo procura de toda maneira bloquear o acesso à vida eterna. Embora ele tenha conseguido esse objetivo em muitas pessoas, contudo há milhões que já aceitaram os benefícios da cruz.
    A árvore da ciência do bem e do mal figurou na introdução do pecado na raça humana. Quando Israel atravessava o deserto, encontraram um lugar onde as águas eram mui amargas. o povo murmurou e Moisés orou, e o "Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas se tornaram doces" (Ex 15:25). O lenho capaz de adoçar as águas amargas da vida e do pecado é a cruz de Cristo! A vida é purificada quando, pela fé, aceitamos as provisões que Jesus na sua morte nos deixou. Sim, essa "árvore" do Calvário anula os efeitos maus da primeira.
    Mas também, existe uma outra árvore de grande significação. E, quem se valeu das bençãos da segunda, terá acesso à terceira árvore. João localizou-a na Nova Jerusalém, na cidade que descerá da parte de Deus, dizendo: "E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações" (Ap 22:1,2).

      III- A ÁRVORE DA VIDA
    Havia ima "árvore da vida" no primeiro Éden. Após a queda e a expulsão do primeiro casal, foi designado um querubim à entrada do jardim para evitar que eles comessem desta árvore no lamentável estado pecaminoso em que se achavam. A presença da árvore da vida no Paraíso de Deus, na Nova Jerusalém, lembra o estado moral e espiritual como no princípio. Mas, há uma diferença. No primeiro Éden, a árvore da vida estava perto de outra através da qual o homem experimentou a morte. Porém, no céu, não existe essa árvore da morte, graças a Deus.
    Todos os homens em todo lugar e em todos os tempos estiveram ligados a essa árvore da morte. Prova disso é que todos morrem. Quanto à morte morte física, nada podemos fazer, pois morremos mesmo. Mas o destino da alma está em nossas mãos! O pecador que participa dos benefícios do Calvário ficará liberto da maldição que lhe trouxe a morte. Outro meio de escape não existe.
    Deus considerou tanto a árvore da vida, encontrada no primeiro Éden, que pôs guardas fechando o caminho á mesma. e o motivo era para evitar que o homem caído comesse da árvore e assim vivesse eternamente no seu pecado. Ao mesmo tempo, Deus indicou e indica o caminho certo para essa árvore: é pelo Calvário. Quem comer do seu fruto, pela fé, terá acesso ao Paraíso, à árvore da vida que cresce nas bandas do rio cristalino.
    Já estivestes no Calvário? Os teus pecados já foram lavados no precioso sangue ali vertido? Sim, se já experimentaste a amargura da árvore da ciência e da morte, venha a Cristo que morreu no madeiro, e então terás pleno direito de comer da terceira árvore... a árvore da vida!

Este texto foi reproduzido do livro "Mensagens do Missionário Lawrence Olson", ed.CPAD,1ªed.,2001, autor Nils Lawrence Olson, revisado por: Elyseu de Almeida e Ana Lúcia da Matta L. de Almeida.

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